Churros com Limonada

sexta-feira, julho 27, 2007

Levei um ippon!

Algumas discussões têm me entediado profundamente. Frases do tipo “não entendo esses homens!”ou “não entendo essas mulheres!” me dão bocejos. Rodas de discussão sobre a falta de compromisso raramente chegam a algum lugar, a não ser a lamentações como: “Ó, pobre de mim!”. Quanto mais ouço coisas do gênero, mais tenho a certeza de que solteirice não precisa significar solidão. E que casamento tampouco corresponde à união. Os piques de felicidade, penso eu, correm paralelamente a este nível de condição social.

Recentemente – bem recentemente - tivemos um encontro ilustrativo. Do nada, falávamos de um ex-companheiro de trabalho que sempre estava ranqueado entre “os três mais” na votação feminina de fim de ano. Não o víamos há pelo menos uns três anos. Pois dez minutos depois da conversa, quem é que aparece na nossa frente? Inacreditável! Não era novela, nem nada..E isso realmente aconteceu com a gente. Semana passada.

Casado há uma década, ele estava desacompanhado na noite de nosso encontro não-marcado. Sentou conosco.

_ Nunca fui apaixonado! Mas minha união aconteceu assim, porque ela estava ali. Como podia ter sido qualquer uma de vocês.

Põe revelação nisso. Até porque não gosto da idéia de me incluir em um grupo de “qualquer uma de vocês”. Mas vá lá! Ele não articulava bem, mas deixava claro - dando toques a mais (e demais) nas ocupantes da mesa – que muita coisa estava faltando ali. Como diz a tradução da música, “é isso aííí....”

Nosso companheiro esbanjou bom humor com doses de álcool além da conta, confissões desnecessárias e uma melancolia que me pareceu profunda, apesar do tom calhorda das muitas mãos – no estilo polvo – durante a conversa animada que acabou se estendendo a uma pista de dança. Lá estávamos nós, na festa “Sede”, e as mãos de nosso amigo se multiplicavam à medida que o nível etílico dele chegava no vermelho: grau de risco máximo.

Até então, eu – ao contrário das outras amigas - estava fora da mira. Mas, de repente, aquela figura grande – acima de 1,80m e 90 quilos – veio sem controle em minha direção. Desabando. Toda aquela estrutura desmontando na minha frente. Tentei ajudá-lo no tropeço, mas meus pilares não suportaram. Caí. Com todo o peso do amigo sobre minha imobilizada figura no solo, que abriu um clarão Estatelada de costas, com os dois cotovelos encostando no chão.

Se houvesse um juiz, gritaria: ippon! O tatame fez falta. Analgésicos não fizeram efeito e meu pescoço sofreu com dores durante quatro dias seguidos. Mas essas, ainda bem, passam.


p.s. quero deixar claro que gosto muito desse amigo. Foi só um dia de muita bebedeira.

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Atleta por uns dias

Há algum tempo não fazia gosto pelo esporte. Mas voltei aos dias de infância. Tenho me divertido como criança, mudando de canal o tempo todo à procura de uma nova competição. Passei o domingo em frente à tevê. Adoro ver Federer e Nadal na quadra (quase como nos tempos de Bjorg x McEnroe ou de Stefen Edberg x Boris Becker); admiro a natação (lembrando a paixão pela época de Matt Biondi e de Alexander Popov), gosto de ouvir as dicussões na TV a cabo...E, no momento (anteontem), um jogo de basquete MUITO me surpreende. No terceiro quarto, o placar é Uruguai 63 X 58 Estados Unidos. Não é divertido?


Só por dizer:

Eu adoro basquete

sexta-feira, julho 20, 2007

Limonada rosa

Estão chegando ao fim os dias de chuva, batata-frita em cone, waffle e cerveja!! Da semana que vem em diante seria uma nova limonada! Uma limonada rosa!!!

Mas antes, ainda tem a festa nacional belga!! Aliás, hoje recebi um e-mail com o hino nacional da Bélgica, claro que três versões para a mesma letra: francês, flamish e alemão. Eu já devia adivinhar isso, mas ainda assim acho engraçado.

Bem, a partir de segunda então, se der para atualizar, o papo vai ser Sissi, Noviça Rebelde, bolos maravilhosos (nham, nham!!) e bem, o que mais for interessante.

Até lá!!

PS- Um Feliz Dia do Amigo para todo mundo. Adoro vocês!!

quarta-feira, julho 18, 2007

Não foi, não é fatalidade!

Quando tragédias horrorosas acontecem - as aéreas especificamente - penso logo na fatalidade. Mesmo quando me dizem: acidente no ar é quase sempre resultado de uma terrível sucessão de erros. Eu sei, eu sei, mas, mesmo assim, a palavra fatalidade não deixa de rondar a minha cabeça. Podem me achar uma idiota pelo que vou escrever aqui e tenho consciência da quantidade de desacertos que culminaram na colisão do avião da Gol com o Legacy no ano passado. Mas não consigo deixar de pensar em como tudo deu tão errado, como se cada (in) ação tivesse sido cronometrada para que acarretasse um acidente raro como aquele - um choque em pleno ar. A cada dia que passa, claro, percebo o quanto o horror da Gol x Legacy demorou para acontecer, vista a total algazarra que reina em nossos céus! Como se já não bastasse a nossa "terra de ninguém"!

Mas, na época, minha exclamação se repetia: "Cara, que fatalidade!".

Ontem, no entanto, senti de pronto algo muito distinto. Em primeiro lugar, alegria e mais alegria com uma outra sucessão: a de medalhas de ouro obtidas pela delegação de um país cujo povo pisado fica feliz com tão pouco. Era o Brasil bombando no Pan-Americano. Nas disputas, no trânsito, na infra-estrutura...Nem a chuva estava estragando nossa festa. Até que...extra, extra! O plantão de notícias anuncia: um avião derrapa na pista de Congonhas, no centro de São Paulo, atravessa movimentada avenida e explode dentro de um prédio, matando centenas de pessoas.

"Caramba! Que tristeza! Logo hoje que o Brasil estava tão feliz com o Pan?"

Eu ouvi a frase acima pelo menos uma dezena de vezes. Pois é. Logo "hoje". Mas sabe por quê? Porque esse sim é o Brasil. Um país agora maquiado com a sensação pan-americana, que remenda situações calamitosas como esta. É um país em que ninguém responde sequer por nossa mínima segurança. Pra não falar de educação, saúde etc. Pensar em fatalidade como? Se todos os dias um avião diferente derrapava naquela pista, condenada há séculos por qualquer autoridade séria que passasse por ali... Mas, com diz a música, aqui no Brasil, a gente vai levando...

Sempre se escapava por pouco. Até que ontem, aconteceu por muito. Por mais de 200 vidas. Como li recentemente num artigo, cada país elege suas prioridades. No momento, as prioridades de milhões de reais dos governos municipais, estaduais e do governo federal não somos nós, os donos dessa terra.

Não sou ligada em energias, místicas, nada disso...A associação, porém, não saiu de minha mente: uma maravilha x uma tragédia; várias vitórias X total derrota como nação digna. O caos fervilha a esse ponto: numa tragédia com mais de 200 filhos deste solo - mãe gentil, pátria amada - que tentavam apenas se locomover e provavelmente respiraram aliviados por segundos, quando se sentiram no chão, em casa. E se até no esporte, que tem dado esses pequenos escapes de alegrias, o sorriso é trocado pela fisionomia cerrada no rosto do vencedor: afinal, não foi o lutador de tae-kwon-do que teve que se desfazer dos 5 mil reais de economias da própria mãe (que sonhava comprar um carro) para poder competir fora e continuar investindo no esporte, sua profissão. Pobre, atleta!!! Pobre brasileiro, como a maioria de nós!

Persepolis

Desde que cheguei aqui, vi cartazes desse filme de animação. Desinformada, achei que era para crianças e, portanto, não valia a pena pagar 9,20 euros para assisti-lo.

Meu amigo Jujules, no entanto, me disse que eu estava completamente enganada. “Persepolis” de fato é um filme de animação, mas para adultos. Baseado em uma série de quadrinhos que conta a história de sua autora, a iraniana Marjane Satrapi, o filme diverte e conta a trajetória do Irã, desde a Revolução Islâmica até quase os dias atuais. O título faz referência ao nome da capital do antigo império persa.

Com as vozes de Catherine Deneauve e Chiara Mastroiani, mãe e filha também no filme, Persepolis é ótimo!! Impossível não se emocionar, e até se identificar, com a história de Marjane. Só depois fui me dar conta que a minha amiga Laura já tinha me falado dessa série de livros, que ela leu nos EUA.

Não sei quando chega ao Brasil – provavelmente no Festival do Rio, imagino eu -, nem se vai chegar com as vozes originais. De qualquer forma, vale muito a pena assistir e, acredito eu, ler também.

segunda-feira, julho 16, 2007

Traidora da Revolução

Foi assim que eu me senti no domingo. Tudo porque fui a Versalhes. Bom, na verdade, a visita ao castelo onde viveu Maria Antonieta era praticamente o motivo da minha viagem a Paris. Se fosse pensar racionalmente, não teria ido, porque em fevereiro também estive lá e há outras cidades perto de Bruxelas que eu ainda não conheço, como Colônia, na Alemanha. Tem também Londres, a cidade no exterior que mais amo, mas a paranóia de atentados e a chatice da segurança, sem contar a preguiça de trocar dinheiro, me fizeram desistir.

Não me arrependi. Já tinha ido a Versalhes em 99, mas somente para o Castelo. Dessa vez, obcecada com Maria Antonieta por causa do filme, resolvi gastar e pagar pelo ingresso completo, que inclui uma visita aos domínios da rainha. Anda-se muito para chegar no Grand e no Petit Trianon (há a opção de pagar 6 euros para andar num trenzinho, mas eu e Jujules achamos muito extorsivo) e debaixo de um sol escaldante não foi fácil. Mas vale muito a pena.

O Grand Trianon é imponente e lindo. E o Petit Trianon (na foto) não se chama petit à toa. É pequeno e simples, como uma casa de campo, mas os jardins… inacreditável! E para mim é sempre impressionante poder estar onde você sabe que fatos históricos importantes já aconteceram. Fora isso, o parque lotado, com música clássica tocando, gente espalhada na grama, molhando os pés no lago. Um dia delicioso. Ruim mesmo foi voltar para casa. Depois de andar muito dois dias com o tênis errado, cheguei em Bruxelas mancando. Mas até isso valeu!

Mon 14 de juillet

Tem coisas que a gente só faz quando está viajando. Por exemplo, eu jamais iria para a rua num 7 de setembro para poder ver o desfile do feriado nacional brasileiro. Mas não pensei duas vezes quando meu amigo Jujules me chamou para assistir aos fogos de artifício do 14 de julho, a festa nacional francesa.

O sábado era de sol. Imperdível para quem está há três semanas pegando chuva na cabeça (sim, burramente eu deixei meu guarda-chuva no Brasil e não quis gastar meu suado dinheirinho aqui com isso. Tem coisas mais interessantes com as quais gastar). Paris, claro, é sempre Paris.

A parada militar eu dispensei. Sábado de sol em Paris? Claaaaaaro que a gente ia bater perna e da melhor maneira possível: sem destino certo e botando a vida em dia. Nisso, passamos pela Notre Dame, Saint-Chapelle (eu queria entrar, mas a fila enorme nos fez desistir), Marais, Place de Voges, Centre Georges Pompidou, Jardim de Luxemburgo (que estava lindíssimo), Les Deux Magots ( com direito a café), e por aí foi.

De noite, a idéia era assistir aos fogos de artifício no Trocadero, de cara para a Torre Eiffel. Chegamos cedo para garantir o lugar, mas a sede era tanta, que fomos procurar um bar. Conversa vai, conversa vem, cerveja também (de maneira moderada porque a falta de dinheiro não permite excessos), começam os fogos de artifício e a gente no meio de uma Leffe. Conclusão: perdemos o espetáculo! Esse da foto! Depois, tentamos voltar para casa. Totalmente perdidos, acabamos parando no Arco do Triunfo (eu amei!!), onde tinham de tudo quanto é gente. Desde bebuns até feridos na confusao. Totalmente réveillon de Copacabana!!

quinta-feira, julho 12, 2007

No banco de trás: o Pan-Americano!

Não se fala de outra coisa no banco de trás. O assunto preferido dos taxistas do Rio de Janeiro é: "E o nó que o Pan vai dar no trânsito desta cidade?". Virou uma frase do tipo "que tempo feio, hein?!". Sempre concordo, claro. Mas, meio cansada, resolvi mudar o roteiro do diálogo hoje de manhã.

- "E aí? Animado pro Pan?, perguntei ao motorista.

Soltando um muxoxo, ele respondeu:

- Ah... Esse Pan não inspira nada na minha veia poética!


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Eu adorei essa história de Pan & veia poética do senhor. Estendi a conversa. Descobri que meu motorista desta quinta-feira, véspera dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, já foi sambista. Ou melhor, letrista.

- Quando era jovem, eu gostava de samba. Na época dos bons sambas-enredos. Agora é tudo boi com abóbora!, ele reclamou.

E me contou que foi amigo do autor de "O saber poético da literatura de cordel", samba-enredo da Em Cima da Hora, na década de 70. Contou que ele também escrevia suas músicas, seus poemas..."Mas daí vêm a mulher, os filhos, depois os netos...E a gente pára, né?!", disse. Para ele, "quando a gente tá inspirado, aprende muito. Assim vêm os conhecimentos.."

Pelo tom de voz, dava pra notar um brilho nos olhos do senhor - que prestavam atenção no trânsito. Então, ele emendou nos versos. Cantou o samba pra mim. Era um cordel. Todo rimado. Pena que não consegui anotar a letra. Já no trabalho, fui a meu centro de pesquisa "google" e achei lá "O saber poético da literatura de cordel", autoria de Baianinho (deve ser então o amigo do motorista de táxi).

A música foi a vencedora do primeiro estandarte de ouro na categoria samba-enredo e é considerada pérola da história da Em Cima da Hora, uma agremiação do bairro de Cavalcante, que ficou mais atrás. Ficou lá na nostalgia pré-superproduções do Grupo Especial do Carnaval carioca.

Eu não sou sambista, tô longe de ser atleta e infelizmente não achei a letra da música para reproduzir aqui. Mas nesse dia pré-Pan, a condução do motorista-sambista, de alguma forma, inspirou algo que talvez possa chamar de minha veia poética.

quarta-feira, julho 11, 2007

Dia Flamengo

Hoje, 11 de junho, comemora-se o Flamish Day por aqui. A data refere-se à ‘Batalha das Esporas de Ouro’, ocorrida em 1302, que abriu caminho para a independência política da Comunidade Flamenga. Mesmo assim, não é considerado um feriado nacional e nenhum dos flamengos que trabalham comigo tiraram o dia de folga.

A data, no entanto, não passa em branco. Desde o início de julho, uma vasta programação cultural flamenga tem espaço em Bruxelas. Eu mesma fui a um festival de música flamenga, no Parque Elizabeth II. Mas, para a minha decepção, a musica flamenga não tem nada de diferente ou particular. E as bandas cantavam em inglês.

É curioso como existe uma espécie de rixa entre os francofones e flamengos. Segundo a dona do bed and breakfast onde me hospedei, na década de 50 e 60 até as famílias flamengas mais ricas e com melhor status eram obrigadas a falar francês em eventos sociais. Hoje, o jogo virou: para se conseguir um bom emprego em Bruxelas exige-se que se fale francês e flamengo.

Minoria na Bélgica, os flamengos aprendem francês em suas escolas (sim, existe esse tipo de segregação) , mas o inverso nem sempre acontece nas escolas francofones. Por isso, os pais francofones tem corrido para matricular os filhos nas escolas flamengas, deixando os pequenos flamengos sem ter onde estudar. Segundo minha informante, para conseguir uma vaga na escola flamenga para a neta dela, ela ligou para a escola no dia que a menina nasceu. E continuou telefonando para a escola para manter a vaga reservada até a menina completar a idade mínima para estudar.

Hoje, as principais cidades flamengas na Bélgica são Antuérpia, Bruges (foto), Gent e Louvain. Já estive nas duas últimas, que são lindinhas e merecem posts à parte, e não vou deixar Bruxelas sem visitar as duas primeiras, justamente as duas mais famosas.

PS – Viva o Flamish Pride!!

terça-feira, julho 10, 2007

Trilha sonora

Se Bruxelas tivesse uma trilha sonora, tenho certeza de essas músicas estariam incluídas:
  • Chove Chuva, Jorge Ben Jor
  • Here comes the rain again, Eurythmics
  • Rain, Beatles
  • Rain, Madonna
  • Happy when it rains, Jesus and the Mary Chain

E o maior sucesso cinematográfico aqui deve ser ‘Cantando na Chuva’.

Gantois

Toda vez que eu viajo, trago comigo um livro. Desta vez, foi a biografia da Mãe Menininha do Gantois, que corpo branquinho me deu de aniversário.

Não é que descobri que o famoso terreiro tem esse nome porque o dono do terreno eram um belga, Edouard Gantois? E não é que Oxum, a orixá de Menininha, se manifesta através da chuva? Ou seja, o Gantois e Bruxelas têm tudo a ver.

segunda-feira, julho 09, 2007

Uma noite com Sonny Boy

Eu nunca sonhei em conhecer um cowboy. Mas não é que sábado à noite fiquei tomando cerveja com um? Isso só podia ter acontecido em Amsterdã, claro!!

Fui passar o fim de semana na cidade, que até então eu não conhecia. À noite, sem companhia ou destino certo, resolvi dar um volta e dei de cara com uma rave no meio da Leidseplein. Claro que fiquei por lá. Não tem coisa melhor que diversão boa e barata. Principalmente por aqui.

Lá pelas tantas, Sonny Boy apareceu. Tinha percebido que um cara estava me enchendo o saco e resolveu me ajudar a despachar o mala. Primeiro, me ofereceu um lugar mais espaçoso na praça, para dançar. Depois, perguntou se eu queria beber alguma coisa. Ignorando totalmente o conselho universal de não aceitar nada de estranhos, disse sim.

Enquanto ele buscava uma cerveja, o inconveniente se manifestou. Mas dessa vez, eu mesma consegui despachar. E logo Sonny Boy reapareceu, com a minha Jupiter e a Fanta dele (sim, ele não bebe).

Mas Sonny Boy não é o cowboy galã dos filmes americanos. É um velhinho, muito simpático, que desde jovem canta música country. Sempre que dá se apresenta nos bares, gosta de cachorro e perdeu a esposa há dois anos, em uma briga. E ainda diverte brasileiras perdidas em Amsterdã.

quinta-feira, julho 05, 2007

Dr. Lektroluv

Essa figura esquisita aí da foto é o Dr. Lektroluv, um cantor famoso aqui na Bélgica. Reza a lenda que ele se apresenta sempre com essa mascara verde e usa muito gelo seco no palco, para ficar o mais escondido possível. Pelo que me contaram, ninguém aqui conhece a verdadeira identidade dele. Uma espécie de JT Leroy da música belga. Só não sei se ele também é um embuste.
Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de conferir a performance dessa criatura. Na semana passada, trabalhei num festival de rock no qual ele se apresentou, mas justamente no dia em que ele não tocava.

Na próxima quinta, vou trabalhar em outro festival de música, mas de novo em um dia no qual ele não se apresenta. Tô morrendo de curiosidade de ver isso ao vivo, deve ser uma performance apoteótica, mas acho que vou ter que me contentar com o you tube mesmo.

PS- Reparem no macaquinho em detalhe na roupa dele. Que fofo!!

PS' - Dr. Lektroluv combina com o design de Churros com limonada!!

terça-feira, julho 03, 2007

Torre de babel

Meu cérebro virou uma verdadeira torre de Babel. No trabalho, reuniões em inglês e em francês, alternadamente.

Na rua, o flamengo (em inglês flamish), segundo idioma oficial de Bruxelas. Ouvindo, não entendo absolutamente nada. Lendo, dá para pescar alguma coisa, porque é bem parecido com o alemão, que já estudei um pouco. Para falar, de fato não me adianta muito, pois minha fluência em alemão é equivalente a de um teletubie.

Conclusão: comecei a misturar tudo. Se não falam inglês, passo para o meu parco francês. Se a pessoa fala em flamengo, automaticamente começo a tentar responder em alemão, que felizmente é o terceiro idioma oficial de Bruxelas.

Se estou distraída, é verdade, respondo em Português!