Leminski
Amor, então,
também acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.
Amor, então,
João que amava a Maria. Os dois namoraram por dois anos, até que ela decidiu que estava na hora de partir para outra. Ele, coitado, não aceitava que a vida dela andara para frente e ele tinha ficado para trás. Virou um autêntico "homem-curupira". Por mais que tentasse seguir em frente, estava sempre olhando para trás. Até arranjava outras namoradas, mas o fantasma de Maria estava sempre presente.
Quem me conhece, sabe que eu adoro fazer uma consultinha. Já fui a astrólogo, tarólogo, centro de umbanda, só ainda não fui ao Candomblé e ao mestre Chinês que uma amiga descobriu no centro do Rio (pode ser uma boa em época de Olimpíada). Mas de uns tempos para casa, estou achando esse negócio meio perigoso.Depois de adiar a decisão por meses, mais por não ter vontade do que por falta de necessidade, chegou enfim o dia.
Estava eu no ônibus, rindo e falando sozinha como de costume, quando um cara moreno e alto me abordou.
Eu acho muito engraçado como brasileiro tem medo de olho grande. Vira e mexe, vem alguém com uma notícia bombástica de última hora, como mudança de país ou casamento, que você tem certeza que já estava sendo planejada há tempos, mas por algum motivo a pessoa só resolveu te contar naquele momento.
Foi com muita tristeza que fiquei sabendo hoje, com um dia de atraso, que a escritora Zélia Gattai tinha falecido. Eu tinha 11 anos quando a descobri, por conta da adaptação da Rede Globo fez de seu primeiro livro, o excelente “Anarquistas, Graças a Deus”.